Master class - Temas

®edsonmoreira

Estrutura do Sistema YogaLivre de Realização Espontânea

YogaLivre - Svātantrya Yoga

8 grupos, 54 subgrupos e milhares de técnicas antigas.

 
No que se segue não proponho uma estrutura fixa para o YogaLivre. A maneira aqui proposta é somente uma das possibilidades que podemos encontrar quando combinarmos todos os grupos, subgrupos e técnicas que temos no acervo deste sistema.
 
Assim como eu montei essa possibilidade, o aluno poderá também montar a estrutura que quizer para praticar. Somente a experimentação mesclada com o tempo de uso e a observação dos efeitos é que darão o sentido de cada agrupamento e a veracidade da causa-efeito.
 
Se ao passar do tempo o aluno não sentir benefício no que montou poderá outra vez se ater ao que aqui se encontra ou refazer as combinações para encontrar uma que se ajuste a sua vontade e compreensão. YogaLivre é bem simples de praticar porque não condiciona a cabeça nem o corpo do aluno. Sua mente é livre para pensar o que quiser e o corpo em sala de aula e na vida se expressa como você o orientar, pois todos os comandos advém da personalidade que cada praticante é. Não tempos um padrão para seguir nem uma forma única para executar cada exercício. O mais importante é a expressão genuína e amorosa do praticante para sua alma e espírito, é dessa relação real que nasce o YogaLivre.
 
Para mim vale mais uma expressão de felicidade, mesmo quando o exercício não está bem realizado, do que uma cara triste, zangada, austera, de esforço excessivo numa posição corretamente visível. Conquanto possa ser assim, quando dou uma aula sou sempre eu quem sugere o exercício e isso se deve ao fato de conhecer sempre mais que o aluno o efeito que proponho na causa-prática. Com o tempo aproveito a expressão deles na sala e quando descontraidamente entram em uma posição diferente da que estou fazendo digo: vamos fazer o que o helder está demonstrando, parece interessante!
 
Não auferimos os conceitos duais para a prática muito menos para a filosofia de vida nesse sistema. Portanto certo e errado não conta em nosso sistema de práticas e somente o aluno tem o poder para pensar o que quiser do exercício que faz. Ele é sempra a causa de tudo que faz na vida e na sala não poderia ser diferente. Claro que a minha opnião como propfessor é sempre bem ouvida, mas não quer dizer que seja a melhor para o aluno. Pensando em āsana, digo que qualquer manifestação ordenada pela personalidade, coordenada pela mente e expressada pelo corpo é āsana, pois só assim a personalidade alcançará em seu corpo o acento primordial para a consciência poder se expandir através da mente.
 
Quando o aluno me diz que a posição encomoda, eu lhe sugiro uma maneira melhor de realizá-la, mas isso não quer dizer que ele consiga fazer. Quase sempre a dificuldade é atribuída ao corpo quando sabemos que está na ordenação da personalidade que ainda está sujeita aos condicionamentos corporais. Terminamos sempre encontrando o melhor para ele e jamais para mim, muito menos para o sistema. Foi exatamente por isso que abri mão dessa teimosia quando vi que a maioria dos alunos não se adaptava ao modelo do ásana como demonstrava. Ao corrigir, tirava dele sua expressão e a capacidade que me permitia saber muito mais do seu comportamento e da sua maneira de encarar a vida como um todo. Na próxima sessão eu usava inclusive a forma dele (que parecia errada) um pouco mais ajustada para lhe dá maior percepção de como usa o seu corpo, que embora não sendo o caminho correto, ajuda-o a sentir-se melhor.
 
Hoje mostro discrevendo e vivenciando cada exercício e cada técnica que proponho em sala e realizo perfeitamente ao meu modo, mas deixo sempre uma margem significativa para que o aluno possa se expressar também. Muitas vezes nem observo o que ele faz e isso lhe dá uma segurança excelente para sentir-se Yogi. Mas também há quem pense que eu não ligo para ele. Carências há sempre nos seres humanos! Concluí também que a correção em muitos casos frusta, constrange, desistimula, afasta e cria caso com um bom número de alunos. Nem sempre eles falam o que sentem quando são corrigidos com toques, especialmente se já vêem de outras escolas.
Claro que muitos gostam de ser corrigidos e penso que isso se deve a falta de consciência corporal que ao longo da vida não conseguiram manter. Em raros casos é mesmo necessário uma modificada na maneira do aluno propor seu corpo e nessa ora o faço sem problema e ele entende, mas jamais apontando o dedo para ele dizendo que está errado. Apenas digo: Se fosse feito dessa maneira ficaria talvez mais fácil para você. Quer tentar?
 
YogaLivre não é forçação de barra, é dizer, o aluno que é o praticante é quem sabe o que realmente significa sua vida, pois da maneira como defino esse sistema o faço baseado em minha vida. Se para mim significa Eu sou YogaLivre para ele não pode ser diferente já que proponho o sistema como a vida própria de cada um. Hoje o que sinto como Yogi, não mais como praticante de Yoga, é que Yoga é minha vida e não necessita dessa gama enorme de técnicas que porei a seguir para sentir integro, capaz e perfeito para viver ao meu modo. Sou como Deus me criou e por isso aceito-me integro, o que hora faço em nome do Yogalivre é apenas reconhecer-me Uno.
 
Yoga é meu estado geral, minha sensação quando me sinto no corpo, minha ilimitada capacidade mental, meu labor com amor na realização da vida, minha relação com meu espírito pessoal e minha dedicação espiritual alimentando minha alma. De qualquer das maneiras que eu possa conduzir minha existência será sempre YogaLivre. Pode que isso tenha sido resultante do tempo que me dediquei ao ensino, a realização e a vivência de casa exercício, mas da maneira como penso e sinto agora confesso: o verdadeiro Yogi não necessita praticar Yoga, portanto nenhuma experiência prévia determina ou faz a sua realidade agora.
 
Antemão o aluno ao chegar aqui fica sabendo que não precisa praticar Yoga. Vejo o ar de perplexidade na cara dele que relaxa quando eu lhe digo que toda a sua vida já é YogaLivre. Basta que ele aceite seu viver para que tudo se resolva tranquilamente e os motivos que o trás aqui desapareçam. inteligente é aquele que contraria todas as teorias, bem aventurado é todo aquele que vive por seu próprio pensamento ajustado por seu espírito pessoal, já o descuidado, vive pelo pensamento coletivo sendo usado dentro de uma sistematização.
 
YogaLivre é um conceito de vida onde sou Śiva co-criador do universo e cada um que possa entender essa mensagem terá em seu interior a magnitude do que essa certeza encerra e estará livre de toda penúria. Foi assim que se deu comigo e num passe de convencimento parei de me buscar, de querer me encontrar de achar que eu não estava completo ou que faltava espiritualidade e desenvolvimento em meu ser. Sou o que sou, estou onde fui posto por meu criador e vivo isso por ser a felicidade minha missão!

 Entendendo os temas temos:  Cada grupo determina um modo especial e objetivo de  praticar no dia-a-dia. Já o subgrupo aponta para uma familía de técnicas podendo conter mais de uma da mesma natureza e finalmente dentro desses subgrupos inúmeros exercícios antigos.

Na hora de escolher um dos grupos, subgrupos, exercícios mais específicos, convêm não esquecer que para aprofundar mais cada tema é preciso um tempo compátivel para não termos que correr para cumprir apenas o programa.

 

YogaLivre - Svātantrya Yoga 
Grupos, subgrupos e técnicas
 
Grupo 8 - Śivaśaktinyāsanartana - identificação com Śiva

1. ŚivaŚaktīnadāntanartanaDhyāna  2.Yoganidrā  3. Pratyāhāra  
4. Bhakti 5. ŚivaŚaktīnyāsa
 
Grupo 7 - kundalinī - ativação da energia matricial

1. Śaktīkundalinī 2. Maithūna 3. Ôjās  4. Bījā 5. Tapasya 6. Mauna 
7. kundalīnāsana 8. Mantra 9. Dhyāna 10.*Bandha 11. Kumbhaka

Grupo 6 - Tantra - compreensão e sensibilização da energia sinérgica

1. Maithūna 2. Dhyāna  3. NyāsaŚaktí  4. Bhāvanā  5.  Annaśuddhi 6.*Bandha  7. Kriyā 8. *Bandha

Grupo 5 - Kriyābhūtaśodhana - técnicas de limpeza do corpo

Trātaka  2.Uddiyana  3. Dhauti  4. Laulikī  5. Annaśuddhi  6. Upāsana  7. 
8. Neti 9. Vasti   10. Svāra  11. Śivambukalpavidhi
 
Grupo 4 - Guruprathama - Prática inicial orientada por um instrutor. Pode conter todas as técnicas desta estrutura
 

1. Dhyāna  2.Dhāranā  3. Pratyāhāra  4. Mauna  5. Bhakti  6. Svārasuryanidrā 
7. Svāracandradina  8. Nadāntanartana  9. Tapasya  10. Bījāmantra  
11. Tantranyāsa  12. Śivanyāsa  13. kumbhaka  14. Upāsana  15. Upāsanamauna  
16. Maithūna  17. Śivabhāvanā  18. Prānāyāma  19. Śāktajapa 20. Bandha  
21. Mudrā  22. Annaśuddhi  23. Cakracandra  24. Laulikī  25. Uddiyana  26. Dhauti  27. Vasti 28. Mantra  29. Bhāstrika  30. Āsana  31. Yoganidrā  32. Trātaka  
33. Neti  34. Anupāya  35. Śāmbhavopāya 36. Śaktopāya  37.Ānavopāya  
38. Śivasūtra 39. Spandakārikā  40. Kumbhakāsana  41. Mantrāsana  
42. Dṛṣṭīāsana  43. Dhyānāsana 44. Ôjāsana 45.Bījāsana  46. Bandhāsana  
47. Āsanadvandva  48. AvahanaŚakti49. Bandhaprānāyāma  50. Asanādhārah  
51. Asanamudrā  52. Nidrāsvāra  53. Śivasūtra 54. Spandaśāstra  
55. Pratyabhijñārdayam  56. Śivambukalpavidhi. 
 
Grupo 3 - Sāstrādhyayanatrikā - estudo das escrituras Śaiva no sistema trikā
1. Ágamaśāstra (Śivasūtra)  2. Spandaśāstra (Spandakārikā)  3. Pratyabhijñāśāstra (Pratyabhijñārdayam) 
 
Grupo 2 - Upāya - intensidade da prática
1. Anupāya  2. Śāmbhavopāya  3.  Śaktopāya  4.  Ānavopāya 
 
Grupo 1 - Uttara - técnicas auxiliares
 
1. Mudrā  2.Bandha  3. Cakra  4. Śāktajapa  5. Bhāvanā  6. Śivambukalpavidhi  
7. Svāra

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