Os Artesãos Celestes


(497.1) 44:0.1 ENTRE as colônias de cortesia dos vários mundos-sede divisionais e universais, pode ser encontrada uma ordem única de personalidades compostas: a dos artesãos celestes. Estes seres são os artistas e artesãos mestres dos reinos moronciais e dos reinos de espíritos inferiores. São os espíritos e semi-espíritos empenhados na decoração moroncial e no embelezamento espiritual. Esses artesãos acham-se distribuídos em todo o grande universo — nos mundos-sede dos superuniversos, universos locais, constelações e sistemas, bem como em todas as esferas estabelecidas em luz e vida; mas o seu principal domínio de atividade é o das constelações e, em especial, o dos setecentos e setenta mundos que circundam cada uma das esferas-sede.

 
Respiração
Prānāyāma é a vida


Nascemos fazendo prānāyāma e morremos da mesma maneira. 
A vida que respiro é a que vibra sem parar. 
É o sopro divino que me faz sonhar, agir e cantar. 
Falo por ele e me alimento do ar. 
Sou terra para pisar, água para oxigenar, fogo para transformar, sou ar para voar. 
Não descanso para respirar, respiro sem cessar o fluxo de minha eternidade. 
Sendo a impermanência da vibração faço tudo aparecer e sumir. 
Quem existe por mim e sem mim não adianta querer viver. Sou o sopro da vida que te faz pensar, intuir e rezar. 
Aquele que consegue deter-me não morrerá, mas viver em carne  tanto tempo é apego para se tentar. 
Deixa fluir, deixa-me passar. Há muitos para alimentar e minha vida está aqui, mas também lá.
Se me prendes escrava serei, quando fugi te matarei. Fluindo alimento a todos e não há queixa a relatar. O tempo para ti é o que há, deixa-me soprar-te.
Tanta abundância há no universo que não carece lamentar. Poucos me sabem usar, a maioria me esqueceu e buscou o sustento no pão para mitigar a dor. Uns loucos ascenderam-me pelo centro e viram que os cativeiros do duplo par era para humanizar. Tristes, pensam onde poderei chegar? Um reza para deus outro para o diabo. Quem sabe chegar nos extremos reconhece-se dia e noite. Não se atrapalha, não se refugia. Vangloriam-se do enredo da vida ser a causa do seu próprio alento. Sorriem e ajudam os mendigos nas três etapas do viver. Uns chamam-me pela barriga, outros nas costelas e os miseráveis no cume da terra pensando ser o céu de Judá. 

Pobres sois pelo que cientificam e desolados mendigais gotas de oxigênio quando em verdade prāna é o que há em minha vida.   

Não tenho pressa, mas não posso esperar você acordar, alçam as tuas fossas e larga o duplo sacrifício para na mansidão do rio central sentir a minha glória que arde em chamas do teu coração. 

No centro do teu corpo encontro-me uma, mas tua teimosia reparte-me em pólos e com isso estréias o raio da minha ação unificada. 

Agora sou justa nos teus sonhos, mas quando acorda preciso comer para viver. 

Prescindi-me para encher a barriga com o suor da tua cara e acreditas nisso por herança cultural. 

Abra mão do oráculo que prepararam para ti e buscais o regozijo no alento da tua benção diária. 

Distende-me e arrebatam os teus pecados da pura fábula. A brincadeira é verdadeira mas, é somente um jogo para se jogar. 

Na fé e na ignorância estais. Na sabedoria encontrais a paz, mas no conhecimento a raiz do bem e do mau. 

Cessa um dos teus canais e o julgamento te abandonará. Algo similar poderá ver no teu interior e quanto mais adentrais mais luz terás para clarear os teus passos. 

Nada de esforço, nada de ascese, nem disciplinas, pois justo é aquele que acredita na unidade da luz com as trevas. 

Respira amado meu e cheira o pólen da vida que tão rarefeito passa pelo teu corpo sem perceberes. 

Esquece que é pelo nariz que eu entro, foge do tempo e da repartição do espaço para ver-te uno, repleto, infindável. 

Voa e desliza teu pensamento pelo cume do teu ser sem enxergar o sol se pondo e nascendo outra vez. 

Enlaça-me de vez e não respires mais alegria, nem prantos. Suspira os cantos angelicais que jamais caíram sobre a terra desvirginada pelo teu medo. 

Dentro e fora, em cima e em baixo, luz e trevas são da natureza da tua respiração. Se pensardes que respiras oscilante serão os teus dias. 

Quem alimenta meu ser quando te alimento?  Alguém há de o fazer e essa é à força da tua diretriz central. 

Suspira amor e vive eternamente a mãe kundalinī.  Não percorras um caminho até ela para não te afastares da tua natureza real. Sejamos um.

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