YogaLivre - Nosso pensamento e aplicação

Tudo é! Por se tratar da própria existência não está relacionado à percepção nem a realização de nada. Algo como antes de ser já é. 
O YogaLivre não começa a partir do momento que o praticante ganha noção de si mesmo ou do universo que cria e interage com seu corpo, portanto, nasce com o movimento vibracional da grande vida que ele já tem, bem antes de manifestar a energia que servirá de veículo para ele operar como indivíduo nesse mundo. 
O YogaLivre, assim como o grande Ser, nunca teve início e, portanto não começará ao entrar na sala de prática revestidos de idéias, conceitos e destreza físicas. O que sentimos quando realizamos a prática é tão somente o pulsar harmonioso da vida.
Nas escritas, nas lendas e nas palavras sopradas aos ouvidos dos outros nada existe de Yoga senão escolas de pensamento que em muitos casos apenas confundem a compreensão dos que já sentem Yoga em sua existência natural e prematura.
Todos sabem que na Índia elaborou-se uma metodologia chamada Yoga e que tem a finalidade de ajudar o homem a revelar sua real identidade. 
Em verdade o Yoga revela o que já somos bem antes de começar os exercícios ou mesmo após obter os estados psíquicos recheados de presunções filosóficas.
Como foram poucos os praticantes, que pelo esforço, chegaram nos estados comprobatórios (samādhi) dessa grande realidade, permaneceu mais as escolas atuando como Yoga diante dos praticantes, que ainda não eram Yogi-s aos olhos do professor. Nada mais confuso poderia surgir para quem tentasse entender sua vida por essa via.
Assim segue o movimento Yogico pela terra tendo como ponto de partida a Índia com toda sua mística, metáforas e imensas filosofias que se verificam através das práticas.
Hoje cada escola tem sua idéia sobre um estado chamado Yoga e todas elas expressam e exigem-no formas bem variadas. Um mesmo praticante poderia participar em todas elas sem, no entanto, alterar em nada sua natureza real.
O corpo, a maneira de pensar e de atuar pode modificar e sabemos que isso ocorre com a prática, mas o registro ākāśico que determina à vida, esse não se altera em nada porque já é o Yoga inato no Ser. 
O mesmo se dá com o espírito, que embora se moralizando com os dogmas e as doutrinas do pensamento que regem a escola, não apaga a latência de sua verdadeira natureza. Essa pulsa sobre qualquer intenção ou intervenção advinda do esforço que o praticante possa propor a si mesmo.
O que ocorre ao iniciar o YogaLivre é na verdade uma compreensão alterada do corpo, que servirá para gerar uma adaptação melhor do espírito dentro dele e, conseqüentemente na vida relacionado com as outras pessoas. 
O contributo dos indianos não deixa de ser um excelente exercício especialmente concebido para aproximar cada um de nós da sua verdadeira identidade. 
Em todo o resto do mundo apareceram inúmeras maneiras de fazer o mesmo, que embora não se chamando Yoga o é. 
Pela tradição, Śiva ensina o Yoga a sua esposa na beira do mar. Sabemos que Śiva é deus e que sua esposa é a grande Śakti construtora do universo. 
Podemos entender e presumir muito sobre esse momento e para mim o que salta logo aos olhos é que ele apenas admoestava seu corpo nos seus primeiros movimentos de vida da terra. 
Quando Ele se expressa, realiza movimentos físicos, respira, observa, escuta, enfim faz sua vida natural como nós fazemos. Dessa maneira o Yoga surge como técnica e cada expressão Dele (de Śiva) constitui apenas o aspecto grosseiro do que Ele realmente sente e é em seu interior. 
Do mesmo modo que a palavra verbalizada é totalmente diferente da pensada e ainda mais quando é intuída. Essa diferença não é só em grau de sutileza, senão de natureza. 
O verbo falado não diz o que a cabeça pensa de fato e a mente não traduz o que a intuição revela saber. Da mesma maneira as técnicas fornecidas pelos indianos não chegam a ser Yoga, razão pela qual o Yogi as abandona quando sente que chegou ao apogeu do Yoga propriamente sentido e realizado. 
As expressões de Śiva foram observadas por Matsyendra, um peixe que o assistia sobre as ondas do mar e por identificação ou imitação (nyāsa) tornou-se homem e veio para a terra e passou a ser o primeiro Yogi. A guisa de retribuição dos ensinamentos recebidos ele ensinou aos que pelo caminho dele passaram.
Matsyendra viu o senhor Śiva realizando seus movimentos naturais e cada percepção que ele tinha, ao observá-lo, constituía uma das inúmeras técnicas que vemos hoje no Yoga prático.
Algumas vezes a energia de Śiva é conhecida como sua mulher, dessa maneira, ele estava a ensinar a sua esposa o Yoga para que ela clareasse sua percepção e visse sua verdadeira identidade enquanto energia e espírito. 
Algo como fez os nossos pais que, nos deram as primeiras noções de uso do corpo, portanto o primeiro Yoga quando nos ensinou a sentar, engatinhar, andar, correr, pular, falar, ouvir, cheirar, saborear, sorrir, pegar, pensar, concentrar, abstrair, temer, esperar, cair, levantar, amar, devotar, rezar, comer, trabalhar, enfim. 
Cada técnica que hoje dentro de uma escola de Yoga são, mas bem tratadas porque foram devidamente estudadas e padronizadas.   
As primeiras sensações que tive nessa vida constituíram o meu Yoga prático mais profundo e conjuntamente com ele essas outras citadas a cima e ensinada pelos meus pais.
Essas primeiras sensações eram mais intensas e profundas, elas não foram aprendidas, mas somente realizadas naturalmente. Posso citar o dormir, acordar, excretar, mamar, chorar, sorrir, olhar, mover o corpo e que flexibilidade!
Comparando o que despertei com o que aprendi posso dizer que o Yoga já estava comigo bem antes dele chegar da Índia. 
O que fiz ao absorver a criação dos indianos foi apenas um aprimoramento dessas técnicas, algo como trocar de metodologia acreditando ser a deles, melhor desempenhada. 
Continuei após o Yoga, alongando meus músculos, abrindo minhas articulações, respirando, comendo, pensando, meditando... Realizando todas as funções que como sabemos fazem parte de nossa vida na cotidiana condição humana.
Se cada um dos Yogi-s do mundo mudasse de método teria outra noção a respeito do Yoga como técnica e poderia comparar a eficiência de cada um deles na direção da revelação de sua natureza primordial. 
Imagine alguém que tenha o mantra Yoga em sua vida já há trinta anos e agora passe a fazer Power Yoga naquele ritmo... Ele teria uma noção e sensação extremadamente diferente do que percebe e sente como Yoga.
O YogaLivre, adota qualquer um dos procedimentos existentes no mercado das técnicas e até mesmo entre as filosofias e isso não mudará em nada sua realidade primordial nem a compreensão, já que o estado de Yoga do praticante não se altera mediante o método porque não está baseado nele. 
O YogiLivre (aquele que vive o seu YogaLivre), se adapta a qualquer situação porque entende que tudo é da sua natureza e sabe também que qualquer tentativa de querer ilustrar o sentido do Yoga mais intrínseco, não passará de uma mera abstração dos sentidos, quanto mais não seja, uma tentativa de aproximação concentrada da metáfora aplicada pela filosofia correlata a sua prática.
O que eu ensino em sala de aula é exatamente igual, serve muito bem para o praticante, ele se sente feliz, jovial tranqüilo com energia abundante para realizar o que quiser. 
O resto que ele precisa fazer é a mudança de atitude diante dos fatos e das potencialidades que a vida oferece. 
Isso é com ele e não depende do YogaLivre nem do que eu possa dizer em minha filosofia.
Independente disso, ele sabe que mesmo sem conseguir realizar bem as técnicas, ele já é Yogi porque antes compreendeu que sua natureza é o que sempre foi e nunca mudará porque é unitária com o todo. 
Por mais que se mexa nas partes não deixará de ser o todo. Assim, o lustre que é dado à sua energia através das práticas, apenas lhe concede mais facilidade para operar dentro do seu corpo bem como no universo ao seu redor que ao fim e ao cabo conclui o fim da sua extensão corporal.
Pela prática não haverá transformações, milagres ou coisa do gênero, simplesmente ampliamos o modo de ver a mesma energia e de ser o mesmo espírito. 
Esse eterno convívio é o YogaLivre, natural e espontâneo de Śiva com o qual nos identificamos, sentimos, pensamos e realizamos nossa vida

Os Mundos Habitados


(559.1) 49:0.1 OS MUNDOS habitados pelos mortais são todos evolucionários por origem e natureza. Essas esferas são o berço evolucionário, o local de geração das raças mortais do tempo e do espaço. Cada unidade de vida ascendente é uma verdadeira escola de aperfeiçoamento para o estágio seguinte da existência, e isso é verdadeiro sobre todos os estágios da ascensão progressiva do homem ao Paraíso; verdadeiro para a experiência mortal inicial em um planeta evolucionário, como é verdadeiro para a escola final dos Melquisedeques, na sede-central do universo; uma escola que é freqüentada pelos mortais ascendentes apenas um pouco antes do seu translado para o regime do superuniverso, quando alcançam o primeiro estágio da existência espiritual.

YogaLivre - Centro de Estudos Antropológicos

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