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Princípios Essenciais de Vida


(556.3) 48:7.3 1. Uma demonstração de habilidade especializada não significa a posse de capacidade espiritual. A engenhosidade não substitui o caráter verdadeiro.


(556.4) 48:7.4      2. Poucas pessoas vivem à altura da fé que na verdade possuem. O medo irracional é uma fraude intelectual madrasta, praticada contra a alma mortal em evolução.

(556.5) 48:7.5      3. As capacidades inerentes não podem ser superadas; em um copo jamais pode caber um litro. O conceito espiritual não pode ser mecanicamente imposto aos moldes da memória material.

(556.6) 48:7.6      4. Poucos mortais ousam atribuir a soma dos créditos da sua personalidade aos ministérios combinados da natureza e da graça. A maioria das almas empobrecidas é verdadeiramente rica, mas se recusa a acreditar nisso.

(556.7) 48:7.7      5. As dificuldades podem desafiar a mediocridade e derrotar os temerosos, mas apenas estimulam os verdadeiros filhos dos Altíssimos.

(556.8) 48:7.8      6. Desfrutar do privilégio sem abuso, ter liberdade sem licença, possuir o poder e firmemente se recusar a usá-lo para o auto-engrandecimento — essas marcas indicam uma alta civilidade, numa alta civilização.

(556.9) 48:7.9      7. Acidentes cegos e imprevistos não ocorrem no cosmo. Nem os seres celestes ajudam um ser mais baixo que se recusa a agir sob a luz da sua verdade.

(556.10) 48:7.10    8. O esforço nem sempre produz alegria, mas não existe felicidade sem esforço inteligente.

(556.11) 48:7.11    9. A ação gera a força; a moderação resulta em encanto.

(556.12) 48:7.12    10. A retidão toca as cordas da harmonia da verdade; e a melodia vibra em todo o cosmo, para reconhecer até mesmo o Infinito.

(556.13) 48:7.13    11. Os fracos condescendem em tomar resoluções, mas os fortes agem. A vida não é senão um dia de trabalho — faça-o bem. O ato é nosso; as conseqüências são de Deus.

(556.14) 48:7.14    12. A maior aflição em todo o cosmo é nunca ter sido afligido. Os mortais apenas aprendem a sabedoria pela experiência da tribulação.

(556.15) 48:7.15    13. É do isolamento solitário das profundezas experienciais que as estrelas são mais bem discernidas, não dos cumes iluminados e deslumbrantes das montanhas.

(556.16) 48:7.16    14. Estimulai o apetite dos vossos companheiros pela verdade; e, conselhos, vós o dareis apenas quando vos for pedido.

(557.1) 48:7.17     15. A afetação é o esforço ridículo do ignorante para parecer sábio, a tentativa da alma estéril de parecer rica.

(557.2) 48:7.18     16. Vós não podeis perceber a verdade espiritual até que a vossa experiência a tenha provado, contudo muitas verdades não são realmente sentidas senão na adversidade.

(557.3) 48:7.19     17. A ambição é perigosa até que ela seja integralmente socializada. Vós não adquirireis, verdadeiramente, uma virtude sequer, antes que os vossos atos vos façam dignos dela.

(557.4) 48:7.20     18. A impaciência é um veneno para o espírito; a raiva é como uma pedra atirada em um ninho de vespas.

(557.5) 48:7.21     19. A ansiedade deve ser abandonada. As decepções mais difíceis de serem toleradas são as que nunca chegam.

(557.6) 48:7.22     20. Apenas um poeta pode ver poesia na prosa lugar-comum da existência rotineira.

(557.7) 48:7.23     21. A missão elevada de qualquer arte é, por meio das suas ilusões, prenunciar uma realidade universal superior, é cristalizar as emoções do tempo no pensamento da eternidade.

(557.8) 48:7.24     22. A alma em evolução não se torna divina pelo que faz, mas por aquilo que se esforça por fazer.

(557.9) 48:7.25     23. A morte nada acrescenta à posse intelectual nem à dotação espiritual, mas ao cabedal experiencial acrescenta a consciência da sobrevivência.

(557.10) 48:7.26    24. O destino da eternidade é determinado, momento a momento, por aquilo que é realizado na vida do dia-a-dia. Os atos de hoje são o destino de amanhã.

(557.11) 48:7.27    25. A grandeza não repousa tanto em possuir força, quanto em fazer um uso sábio e divino dessa força.

(557.12) 48:7.28    26. O conhecimento é adquirido apenas pelo compartilhamento; ele é salvaguardado pela sabedoria e socializado pelo amor.

(557.13) 48:7.29    27. O progresso requer o desenvolvimento da individualidade; a mediocridade busca a perpetuação na padronização.

(557.14) 48:7.30    28. A necessidade de defender uma proposição por meio da argumentação é inversamente proporcional ao teor da sua verdade implícita.


Extraído do Livro de Urântia

A Natureza de Deus

(33.1) 2:0.1 CONSIDERANDO que o conceito mais elevado possível que o homem pode fazer de Deus está abrangido na idéia e no ideal humano de uma personalidade primordial e infinita, torna-se admissível e mesmo útil, estudar certas características da natureza divina que constituem o caráter da Deidade. O melhor modo de compreender a natureza de Deus é pela revelação do Pai, tal como desenvolvida por Michael de Nébadon nos seus múltiplos ensinamentos e na magnífica qualidade da sua vida mortal na carne. O homem pode compreender melhor ainda a natureza divina, também, se ele considerar a si próprio como um filho de Deus e admirar o Criador do Paraíso como um verdadeiro Pai Espiritual.