Āsanādhara - A Prática Com Suportes



Svāntantrya Yoga – YogaLivre como tradução ao português.

Āsanādhara – tema desse artigo proposto para um ambiente natural

Imagens captadas na floresta Amazônica

Fotos: Yoginī  Vanderléa Jovino

Āsanas realizados por: Edson Moreira

Contato para cursos: eusou@yogalivre.com






O Yoga não é um produto da cidade, sua origem remonta infinitos anos porque constitui a existência  real de Śiva, portanto não pode ser aprendido nem ensinado, mas somente sentido por cada Yogi que o ver ao seu modo e se define realizado por seu próprio reconhecimento e interesse.


Não se trata, todavia de uma crença em algo que precisa ser feito, já que Śiva é tudo o que existe! Dessa maneira afirmamos que o Yoga é Śiva, está potencialmente na pedra, na árvore, nos animais e conseqüentemente nos humanos que aspiram uma carreira evolutiva fora do planeta e a procura de Deus. Na Índia como no resto do mundo, o Yoga sempre esteve em seu modo natural e no início não tinha uma roupagem que pudéssemos batizar como sendo uma prática Yogi, assim podemos dizer que os indianos lançaram apenas uma forma de re-aproximar o homem da floresta, pois quando praticamos as técnicas físicas vemos que se trata de imitar os seres que lá vivem.


Porque imitar a natureza se também estamos nela? Simplesmente para voltarmos ao ambiente onde nossa natureza não fica eclipsada pela mente, muitas vezes confusa e sobretudo mau utilizada. Num ambiente natural a vida é uma prática do existir sem esforços para atingir níveis de percepção e entendimento de nós mesmos. A prática advinda da Índia não tem a menor utilidade quando estamos naturalmente albergado nos braços de nossa mãe, todavia nossas manifestações vivendo naturalmente podem ser bastante diversificadas, mas sem nenhum artificio para se auto revelar. O samādhi é natural, é o que vemos nos seres que imitamos na floresta, os imitamos porque os vemos realizados em suas manifestações. Os admiramos porque eles são de fato felizes e centrados em sua natureza real.

 

A prática do Yoga não é Yoga nesse sentido, mas apenas uma maneira de aproximar o praticante da sua real identidade. É por isso que o espelho é a natureza. Por mais bem realizada que sejam as técnicas, o praticante continua com sua instabilidade mental que iram cessar no momento que ele decidir aceitar sua natureza real, jamais será fruto de uma aspiração ou adestramento corporal. Se durante as tentativas ele tiver o privilégio de voltar ao seu ambiente primitivo não tenho dúvida que deixará o que aprendeu na cidade trazido da Índia.


Essa natureza real sendo imutável e estando naturalmente oculta em nós (dada a dureza do ambiente em que vivemos) deixa os praticantes anos á procura de si mesmos. Eles necessitam dos insights que os indianos prometeram nas suas habilidades corporais (Yoga), tais como conhecemos (meditação e iluminação) para desmistificar a vida do homem sedento dos atributos divinos: A Vontade (icchā), o Conhecimento (jñāna) e a Realização criadora (kriyā) do universo onde ele vive, tríade essa que o revela plenamente como ser absoluto.


Em sua maioria esses insights são esporádicos e ilusórios, por essa razão é que a prática se mantém ao longo de toda a vida do praticante sob pena (se parar) de perder o elo, que acredita existir entre ele e o real ser que habita o seu interior. Yoga com o sentido de unir é a maior armadilha de todas que a Índia nos preparou.


O Svātantrya Yoga, antes de ser um método é a própria realidade de cada aspirante, sem precisar acrescentar nada nem tampouco retirar. Enfatizamos a todas as pessoas que chegam para praticar que já são realizadas, pela simples razão de que cada ser criado é um Śiva revelado, reencarnado e causador da sua própria vida.


Acontece que a distância mental entre o homem e Deus pré-instaurada nos praticantes pelas instituições que vende o eterno, os leva a crer que precisam fazer por merecer seu estatuto divino e com isso os anos passam, vidas sucessivas re-surgem e ele continua a mercê da graça da luz para fazê-lo brilhar. A pior parte é que ele precisa que alguém decida se ele é ou não iluminado, daí nasce a relação mestre-discípulo que constitui  um dos maiores entraves na vida do praticante


Esse brilho está na vontade do praticante, que quando não aceita sua vida, não poderá ver o reflexo da sua alma exteriorizado e é quando começa a viagem para dentro a procura de si mesmo. Procurar dentro ou fora é igual e ambas as vias nos distanciam a cada passo da nossa natureza.


Todos os seres nascem brilhantes, mas, deixam-se influenciar pela cultura e pelo Yoga que forçosamente incute a idéia da concentração (dhāranā), meditação (dhyāna) e brilho (samādhī). Com isso perdem seu éden na terra, porque acreditam que pelos esforços incessantes podem alcançar a consciência-existência-amor ( satcitānānda) que é inata à alma de todos.


Quem não aceita que o brilho da alma é natural corre atrás da iluminação enfrentando fila, guru, mística, técnica, ascetismo, abstinência, clausuras, discipulado e mais um monte de ciências que comprovam ao contrário a sua natureza real. Os poucos iluminados do planeta o são porque assim decidiram.


Svātantrya Yoga é o reconhecimento e a aceitação de que somos Śiva com seus atributos perfeitos de vontade-conhecimento-realização. Só não é Śiva quem assim decide e esses terão que continuar sua labuta em prol da revelação, já que em seu interior nada mudou nem mudará, mas ele precisa confirmar para brilhar.


A sādhanā (prática)


Inicialmente, a civilização indiana foi quem primeiro elaborou uma maneira de exercitar-se para aprimorar a alma do ser humano com a tentativa de ficar brilhante. Também é verdade que o conceito veio de lá, mas para que lá existisse, era preciso que também estivesse aqui e em todas as partes do universo ao mesmo tempo. Esse foi e continua sendo a razão para que todos nós pudéssemos reconhecer esse legado cultural indiano. Não foi ruim praticar esse método, só não era necessário vir com o propósito de mostrar a realidade porque somente Śiva por sua própria volição pode se revelar. O samādhi se dá quando eu decido e nada pode motivar minha aparição real com técnicas. É falsa qualquer tentativa para esse fim. A justificativa para continuarmos praticando é porque pensamos não conhecer nossa natureza e isso se fortalece porque temos medo de sermos autênticos e naturais.


É verdade também, que essa ginástica espiritual foi elaborada na floresta, em superfícies irregulares, totalmente isentas de ângulos retos e paralelas que conduzem ao infinito. Não pensemos todavia que o Yoga é patrimônio cultural da Índia, se não que é a realidade do universo em toda sua existência. Em todas as culturas temos Yoga, é precisamente ele que mantém os povos indígenas, aborígenes e primitivos na natureza. Eles não saíram de lá porque são felizes sem o estatuto de gente civilizada.


Com o avanço do homem em direção ao sintético, concreto e artificialidade, nasceu o Yoga urbano, hoje presente na maioria das academias e escolas especializadas com essa atitude.


De modo geral, o ambiente aonde o Yoga vem sendo praticado é estéril e sem contato com a natureza, logicamente que isso dificulta as percepções que o praticante precisa ter para respirar divinizado. Quase sempre é em ambiente hermético, refrigerado ou aquecido, com iluminação elétrica sem cheiros e sons da floresta. Na ausência dos atributos naturais o Yogi, é dizer, o praticante de Yoga tem que usar a imaginação para mentalizar esses elementos e poder sair dessas salas com a doce memória de um dia feliz. Ele busca o samādhi exatamente porque acredita que um dia já foi iluminado.


Praticando em plano linear a gravidade é mais insistente sobre o corpo, exigindo maiores esforços para se alcançar uma gota de energia. Passa o Yoga a ser um produtor de energia e o praticante permanece nesse eterno entrar e sair dos estados que acredita serem perfeitos para a manutenção de sua vida e o alcance da glória. Esses estados são os mesmos que batizaram todas as técnicas: Āsana, prānāyāma, bandha, concentração, meditação, mentalização, e inclusive o samādhi temos que aprender.


Como sabemos, na Amazônia o contato com a natureza é estupefaciente e minimiza os esforços que comumente temos que fazer para alcançar níveis importantes de energia para o equilíbrio geral da vida, já que a abundância de prāna é implacável.


Aí está á diferença de praticar na cidade com seus ângulos retos e duros e voltar para a floresta onde a maleabilidade dos contornos das variadas superfícies nos inclina a receber a dádiva da Mãe que bondosamente cuida de nós. A gravidade zera e o nosso peso se torna sutil, por isso é que não existe a ginástica quando vivemos integrado.


No afã de produzir a energia e a iluminação, o Yogi perde parte de sua vida tentando se encontrar consigo mesmo, com a natureza e com Deus, quando na verdade esse encontro não passa de mais uma ilusão ou sombra de sua própria alma. Se ainda não somos Deus não será por merecimento nem reconhecimento que o seremos. Jesus chegou no calvário porque se reconheceu perante Pilatos e de lá para cá poucos aceitaram a crucificação, por isso é que são raros os iluminados entre os Yogi-s, temos medo de dá a cara ao amor!


A luz do Svātantrya Yoga (YogaLivre), nada é preciso fazer para mudar a vida nem nossa realidade, todavia temos somente que aceitar a divindade que nasceu sendo e será cada um de nós. Sem se importar com a condição corporal, seus estados mentais e sociais todos somos Um, todos são Śiva.


Āsanādhara – āsana com suportes


O trabalho que tenho desenvolvido sobre as árvores denomina-se āsanādhara e significa prática corporal com suporte, sendo cada superfície que a natureza nos indica, um ponto de apoio perfeito para podermos manifestar nossa alma em harmoniosa sinergia com o ambiente.


A árvore me dá energia e eu devolvo-lhe com abraços, nyāsa, bhāvanā, pūjā, mantra, āsana, mudrā se assim quisermos chamar e as demais técnicas que o Yoga apresenta em seu currículo. Toda a ginastica é simplesmente notada, pois quando fazemos um paralelo mental e sensual entre o ser que estar na floresta e o ser que estar na cidade entendemos que ambos estão fazendo a mesma prática com uma pequena e grande diferença. O citadino acredita que a sua prática lhe devolverá o seu estado natural enquanto faz seus exercícios ao passo que o florestino sabe que sua vida é naturalmente o Yoga perpetuo de sempre. O primeiro é prático/temporal e o segundo existencial.


Basicamente todo a sādhanā que realizo na sala, pode ser feito sobre uma árvore (de mãos livres ou agarrado a ela), rocha, cachoeira, areia das margens dos rios e inclusive dentro das águas. Isso se dá porque o esmero alcançado não é em meu corpo, mas sim meu espírito. O corpo apenas realiza as minhas vontades e o pode fazer em qualquer ambiente. Isso é facilmente alcançado quando sabemos transferir nossa consciência para outras plataformas e ainda quando entendemos que embora a superfície tenha mudado o Yogi continua o mesmo.  Se reconhecemo-nos Yogi real não haverá tréguas espaciais nem temporais.

   

Bem mais se poderia dizer, mas cesso aqui minha exposição deixando ainda um pouco de imagens para o desfrute do leitor desse artigo.


Mais imagens se pode ver no link abaixo.



                                         

       

 
 
 
 
 
Significado.html
Sukhasana.html

YogaLivre - Centro de Estudos Antropológicos

Rua 2 Casa 6 Fazenda Furquilha - Monte Alegre do Sul - SP

11-8209-7656

Os Diretores de Potência do Universo


(319.1) 29:0.1 DE TODAS as personalidades do universo empenhadas na regulagem dos assuntos interplanetários e interuniversais, os diretores de potência e os seus colaboradores têm sido os menos compreendidos em Urântia. Ainda que as vossas raças há muito tenham tomado conhecimento da existência de anjos e de outras ordens semelhantes de seres celestes, quase nenhuma informação foi prestada a vós a respeito dos controladores e reguladores do domínio físico. Mesmo agora tenho a permissão para revelar-vos apenas o último dos três grupos seguintes de seres vivos, ligados ao controle da força e à regulagem da energia no universo-mestre: