Porque o termo YogaLivre?


A palavra Yoga já é bem conhecida no mundo e do mesmo modo a palavra livre, porem quando juntei as duas, ambas passaram a ser apenas uma e por isso é que ela não se separa na grafia quando escrevemos o termo. YogaLivre é a maneira como designo a vida da personalidade humana. 

Não é preciso praticar para ser YogaLivre, nem ter um estado especial que possa ser diferente das outras pessoas. O termo se aplica para qualquer pessoa e a qualquer estado ou condição de existência que tenha livre arbítrio e todos os seres humanos o possui.

Está assim escrito para iluminar a liberdade da personalidade, que embora nas diversas condições possa parecer uma prisão, ela é e será sempre livre enquanto existir, pela simples razão de que a percepção é quem cria a ilusão de liberdade nesse pernicioso julgamento de reclusão.

É um fato que os Yogi-s acreditam também nessa reclusão, daí deriva tanto esforço na via em busca da sua libertação, quando se dedicam à prática proposta pela tradição que seguem. 

Mesmo que algumas correntes filosóficas do Yoga afirmem que a aspiração do Yogi é paradoxal, para não dizer incompreensiva, quase desnecessária, é porque as filosofias, embora prescrevendo um método para a ascese do praticante, acabam por fazê-lo acreditar que realmente ele está preso num mar de sofrimento.

O YogaLivre não credita, não prescreve, nem faz a personalidade enquanto aluno, aspirar sua liberdade porque acredita sempre que é falsa essa premissa perpetrada pela tradição do Yoga advindo dos indianos, principalmente.

Como foram poucos os iluminados que acreditaram ser livres e esses raros divulgaram para seus irmãos que o Yoga liberta, não significa dizer que antes já não o fossem. Somos seres livres por criação inata, aprova disso, é que fazemos escolhas sendo a vontade a principal característica do livre arbítrio. Tão somente, penso, os yogis antigos afirmaram, que durante a prática do yoga puderam ter essa sensação e, sobretudo essa certeza que estão verdadeiramente livres dos prejuízos da carne.

Foi preciso criar o Yoga como um remédio eficaz para a cura da cegueira de não conseguirmos ver o que realmente Somos. Sendo, mesmo sem sabermos quem realmente somos, iniciamos uma trajetória natural com aspirações espirituais em busca da liberdade incondicionada, portanto jamais alcançada através de esforços seja com Yoga ou qualquer outro processo de revelação. Não confunda o saber a respeito de si mesmo com a sua natureza real. O samādhi é na verdade ficar sabendo quem somos, apenas isso.

Como raramente alguém se pronunciaria livre, ao começar a praticar essa filosofia, até porque ele teria que responder logo a priori a famosa pergunta: porque praticar então? Somente passado algum tempo é que fica convencido dessa realidade e é quando anuncia que é um iluminado ou um ser brilhante, já que o brilho deriva outra vez da sua mudança de percepção. Duro é virar guru para incitar nas outras pessoas personalidades a busca de ser o que já são. Disso nasce as diversas metodologias.

As pessoas quando praticam o YogaLivre não se transformam, nem se modificam, pois suas células, órgãos, sentidos e todo o seu psiquismo apenas recebem outra informação através de estímulos gerados pela prática. Até podemos dizer que buscamos uma memória primordial para que as nossas realizações serem mais acertadas conferindo menos erros ao nosso organismo, mente, coração, alma, e espírito. O YogaLivre ajuda a sermos melhores dentro da convivência social e espiritual e não tem nada para dizer sobre uma possível liberdade que pode ser alcançada. Somos o que somos e nada pode mudar essa realidade, apenas nós mesmos quando desertamos daquilo que o Grande Pai nos preparou para a longa estrada eterna da existência.

Sabendo disso, minimizamos os samskāra-s – os vícios que firmavam a nossa  carne, mente e coração, desfazem-se e a sensação e o peso do sofrimento, que culminava sempre na prisão da nossa alma, desaparece. 

Conquanto o YogaLivre possa mudar nossos hábitos e daí deriva a maior sensação dessa libertação, há que lembrar que em essência material e espiritual o que mudará será somente a nossa visão que agora tem a capacidade de ver mais claro, nada mais se alterou. 

As células físicas e todo o psiquismo agora estão orientandos por estímulos que acredito serem mais importantes para minha vida e com isso tudo se altera, mas não deixo de ser quem sou nem passo a ter um corpo diferente, exceto em desempenho, pois agora está muito mais saudável, sensível e repleto de prānaśakti.

O YogaLivre não tem a capacidade de transformar o homem em Deus, por isso afirmamos que se existe essa possibilidade é porque já é uma prerrogativa do nosso Espirito pessoal a se cumprir por Ele mesmo e com a nossa ajuda voluntária. A graça do samādhi, da fusão da personalidade com o Espirito Pessoal (Puruśa), é obra Dele próprio tendo a participação da personalidade somente no alinhamento da frequência energética e da vontade de querer cumprir a vontade do Grande Pai. Tendo isso alinhado o propósito se cumprirá. 

Quando utilizo a expressão Eu Sou YogaLivre é porque tomei consciência de que eu sou isso mesmo, mas não tenho em minha vida, com exceção dos costumes, nada diferente de qualquer pessoa nesse imenso oceano de almas únicas.. Ninguém é especial e nenhum privilégio de dotação divina foi dado a quem quer que seja, todos têm os mesmos atributos de constituição e uma variedade de possibilidades de realização cabendo as personalidades mais aventureiras alcançar mais rápido aquilo que almeja para si mesma.  

Quando praticamos, o fazemos para exercitar a nossa carne e com isso aprimorar o espelho sensual que ela constitui para o nosso espírito pessoal, nossa alma, nossa mente e nossa própria personalidade essencial.

Insistimos nesse aprimoramento porque ao encarnarmos passamos pelo período do sonho onde nossos educadores nos iludiram de diversas maneiras e mentiram incessantemente para que acreditássemos em verdades improváveis.

As mentiras mais dolorosas foram ás referentes a Deus, que com todo o seu amor não nos ilibou de sermos atirados ao umbral emocional quando não cumpríamos com as exigências requeridas pelos nossos tutores de modo geral. 

Se antes do YogaLivre nós não somos Deus não passaremos a ser depois dele. 

O Pai Universal não é Deus por sua conduta. 

Pensar que o homem modificando seus hábitos passará a sê-lo é completamente falsa essa ideia, pois no fundo dos hábitos alterados ainda persiste a tentação da queda e, sobretudo o medo de voltar a fazer o que antes causava o sepulcro de nossa alma. Apenas aceito a presença do Eu Sou em Minha vida e sei que isso é bastante para eu  ir convertendo a minha imagem na semelhança de Deus.

Já foi dito: não é o hábito que faz o monge. Entenda como hábito também as roupas do monge. Não será o costume nem as roupas de um monge que o fará monge, muito embora na hora da cobrança popular seja somente isso que se pode vê o que ele faz e o que veste.

Mas, com a prática podemos sentir-nos mais seguros e com isso deixar de por confiança nas manipulações realizadas pelos  governantes de nossa vida criando com isso nossas próprias leis e costumes para viver tranquilos, saudáveis e de bem com todos. Se predomina alguma vontade de fora sobre a minha para cumprir o próprosito da vida, aceito apenas a do grande Pai, pois somente Ele não erra, não manipula  e nem ensina-me errado. Ele é o nosso verdadeiro Guru.

Apenas isso encerra o triunfo de vida do praticante de YogaLivre, ele alcança a confiança em Deus para poder existir, pensar e realizar o que pretende nessa vida e todos os seus momentos constitui apenas uma experiência de alegria e felicidade compartilhada com o seu espirito pessoal, muito embora, ele possa ter alguns contratempos,  nada será significativamente grande para o fazer abandonar o barco do dever sincero pela retidão no Grande Pai.

Para afastar os obstáculos é que existe a metodologia YogaLivre, com ela revelamos a força, o poder e a energia que garantem a nossa vida livre, nada mais. A prática limpa o cenário e o palco se encontra livre para a atuação do corpo, da mente, da personalidade, da alma e do Espirito pessoal. 

Como se escreve corretamente a palavra

A palavra Yoga é sempre com Y maiúsculo e de igual modo a palavra Livre também inicia com L grande, assim a palavra sempre deve ser escrita YogaLivre significando: a liberdade da vontade integral e inata da personalidade que se dedica a cumprir o grande propósito eterno que nosso Pai traçou para nós.
A palavra livre não vem para indicar o nome do método, apenas revela a condição inata de sermos livres, o que não será proporcionado pela prática.

As Épocas Planetárias dos Mortais

(589.1) 52:0.1 DESDE o início da vida, em um planeta evolucionário, até a época do seu florescimento final na era de luz e vida surgem, no cenário da ação do mundo, ao menos sete épocas de vida humana. Essas sucessivas épocas são determinadas pelas missões planetárias dos Filhos divinos e, em um mundo habitado comum, tais eras aparecem na seguinte seqüência:

(589.2) 52:0.2 1. Homem antes do Príncipe Planetário.

(589.3) 52:0.3 2. Homem pós-Príncipe Planetário.

(589.4) 52:0.4 3. Homem pós-Adâmico.

(589.5) 52:0.5 4. Homem pós-Filho Magisterial.

(589.6) 52:0.6 5. Homem pós-Filho Auto-outorgado.

(589.7) 52:0.7 6. Homem pós-Filho Instrutor.

(589.8) 52:0.8 7. A Era de Luz e Vida.

YogaLivre - Centro de Estudos Antropológicos

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